<center>Protestos contra reforma da previdência reúnem milhões na França</center>
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terça-feira, 19 de outubro de 2010 | 13:04 | 0 Comments

Protestos contra reforma da previdência reúnem milhões na França




Milhões de pessoas se manifestaram nesta terça-feira (19) na França, no sexto dia de greve nacional em protesto contra a reforma da previdência, que é defendida pelo presidente conservador Nicolas Sarkozy.
“A mobilização acontece com 3,5 milhões de pessoas em 277 manifestações e uma participação na greve envolvendo as mais variadas profissões tanto do setor público quanto do setor privado”, informa um comunicado da Confederação Geral do Trabalho (CGT) divulgado na tarde de hoje. Para o ministério do Interior, o número de pessoas envolvidas em atos pelo país seria de 1,1 milhão.

Os manifestantes exigem o fim do projeto de reforma que aumenta da idade mínima para aposentadoria de 60 para 62 anos de idade, e passa de 65 para 67 anos a idade que garante benefício integral. A lei pode ser votada no Senado ainda essa semana.

Ontem, o presidente Nicolas Sarkozy indicou que não vai ceder e reiterou que a reforma previdenciária é "essencial" para o país e seria implementada apesar das manifestações.
Impacto nacional

As manifestações contra o projeto envolvem diversos setores trabalhistas, além de contar com a adesão de estudantes. Como consequência, o abastecimento de combustível enfrenta restrições em partes do país, assim como o transporte público, e algumas universidades foram bloqueadas pelos grevistas.

Segundo o jornal francês “Libération”, entre 400 e 800 escolas estariam paralisadas, entre quatro e dez universidades sofreriam bloqueios, e entre 10% e 25% dos funcionários dos correios estariam em greve. De acordo com o “Le Monde”, aproximadamente um terço dos trabalhadores do serviço ferroviário estão parados.

A imprensa francesa também relata casos de pilhagem em lojas, como anunciaram autoridades de Rhône, lentidão no tráfego em estradas e enfretamentos entre policiais e manifestantes em várias cidades. Pelo menos uma pessoa foi hospitalizada.

Segundo a Direção Geral de Aviação Civil (DGAC), 25% dos voos previstos para a manhã de quarta-feira serão cancelados.
Resposta do governo

Como resposta às manifestações, o ministério do Interior francês anunciou ontem a ativação de uma "célula interministerial de crise" para garantir o abastecimento de combustível no país. O governo também aconselhou as companhias aéreas a reduzirem o número de voos.

Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal "Le Parisien", 71% dos franceses dizer apoiar ou ter simpatia pelos movimentos de greve no país.

*Com informações de agências internacionais, "Libération", "Le Monde" e "Le Figaro"

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